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da série: cirurgia bariátrica não é milagre
uma amiga, recém operada, falou que teve a sua primeira “entalada” e eu respondi:
“é bem complicado. tem que ser pedacinhos e mastigar mto, mto, mto! eu não tenho dumping, pq não cortei o estômago (acho que é isso, vou perguntar pro dr. Flavio)
qdo entala, dá um aperto no coração, parece que jesus vem vindo.. hahaha! mas vc vai se adaptar. vez ou outra eu entalo tbm. mas tem que evitar ao máximo. é ruim, desconfortável e pode causar vários problemas.
sempre que posso eu como com garfo de sobremesa e corto a carne em filetes de meio cm e depois corto em pedacinhos de uns 2cm.
toda vez que eu entalo, tenho vontade de viver comendo sopa, mas não pode né.
vc vai notar que o ponto da carne é importante. pra mim, ela tem que estar um pouco mal passada. mto passada parece uma palha. frango tem que ficar marinado pra ficar macio, senão parece palha tbm.
peixe desce que é uma beleza. mas tem que ficar de olho no ponto tbm! principalmente sashimi. mas sashimi de peixe branco tem que ficar esperta, aquele peixe mais amarelado é borrachudo e não desce nem a pau.
palmito só dá pra comer a parte molinha. fundo de alcahofra não consegui mais comer. aspargos tbm, só a parte molinha. miolo de abacaxi, tem que mastigar horrores.
não consigo comer pão. principalmente integral. é tão pesado que parece a morte. mesmo casca de pão francês não rola. macarrão eu já comi, bem pouco e não é fácil. eu evito ao máximo carboidratos.
o que mais?
ah sim, já dei umas escorregadas, comendo doce. chocolate, esse maldito, desce bem (tento manter distância sempre. postei essa semana uma foto de bomba de chocolate que faz sucesso aqui na agência. comi, entalei e fuén. por causa da massa né? gelatina não parece tão apetitoso, mas é o mais prudente a fazer. e frutas. mtas frutas. eu sempre tapeio com uma canela qdo tô na fúria do doce, que é a minha fraqueza. luto contra todo santo dia.
falando em frutas, banana acho pesado. se colocar no microondas fica mais fácil de comer (com canela, hummm). mamão é uma belezinha, mas tem sempre que mastigar mto! tenho comido mto melão e melancia. aís sim vai que vai!
tomate e pimentão eu tiro a casca. o tomatinho grape, sabe? é o que tem a casca mais dura.
dependendo da uva não dá pra comer a casca. não sei agora o tipo, mas vou prestar atenção e te falo.
talo de agrião e rúcula eu tiro. de resto, todas as verduras descem bem.
conforme eu for lembrando, eu atualizo vc.”
Publicado em ficadica, gastroplastia
Tags cirurgia bariátrica, comida, dumping, gastroplastia, magreza, nutrição, obesidade
6 meses
após 6 meses eu gosto mais do que eu vejo no espelho
eu lembrei que eu tenho cintura, ombros, clavícula e até os ossos da bacia!
não fico sem ar, não suo loucamente
tem coisa mais incômoda do que suar no bigode?
(ok, eu sei que tem)
não fico incomodada com roupas que marcam
com roupas que apertam, pneuzinhos que pulam
estar emagrecendo me trouxe mais ânimo
me sinto mais feliz, mais segura, mais mulher
minha relação comigo e com o mundo está mais leve e menos agressiva
eu me aceito mais, me sinto mais aceita
ganho sorrisos gratuitos que já não ganhava antes
vestir a calça que eu usava antes da operação
foi motivo de gargalhadas relaxantes
(nossa, rimei!)
ainda existe um longo caminho até chegar ao corpo que eu quero
um longo caminho de adaptação na hora de comer
entalarei uma centena de vezes, passarei mal
mas vestirei uma roupa e me sentirei linda e confortável
olharei pro espelho e me verei linda, com curvas nos lugares certos
o tal do lance da dor e da delícia.
eu quero é mais!
digo, eu quero é menos!
menos calorias, menos preocupação, menos tristeza e menos roupas
magreza lá vou eu!
¬ sobre o processo cirúrgico: a banda mais magra da cidade
¬ sobre como eu não me aceitava e as coisas horríveis que passei e ouvi: pesado
¬ sobre os milhares de quilos que eu engordei: 38
Publicado em desabapho
Tags atoron, banda gástrica, cirurgia bariátrica, desabapho, eu quero, muah!
gavetas
preciso de gavetas
uma só já me deixaria feliz
mas quero várias
gavetas trazem a organização e a estabilidade que eu preciso
tudo no seu lugar
encaixadinho
ordenado por tipo e cor
não gosto de roupas em cadeiras e mochilas
elas amassam
e a que eu quero sempre está lá no fundo
caótico
não sei
não consigo
e não quero
viver sem gavetas
gavetas aumentam meu humor e
minha qualidade de vida
mais amor gavetas por favor
a banda mais magra da cidade
então lá estava eu, com 98kg, desesperada, triste, angustiada e sendo escrota com o mundo,
como se tudo e todos fossem os culpados pela minha desgraça
sim, ficar gorda pra mim foi uma desgraça!
se vc discorda, pare de ler por aqui
não tô aqui pra xoxar quem se aceita nem nada,
apenas decidi compartilhar a minha experiência com quem também não aguenta mais estar gordo.
voltando…
estava eu com 98kg, esbravejando com o mundo e comigo pela minha condição.
eu tomei remédios pra emagrecer desde os 17 anos, qdo cheguei a pesar 82kg e em 6 meses eu cheguei a 52kg. foi lindo!
lindo pq a magreza veio numa fase importantíssima pra mim, o início da faculdade.
lindo e sofrido. eu suava feito louca e não tinha apetite pra nada.
mas eu nem ligava. o que importava era eu me sentir bem, entrar em todo tipo de roupa que eu queria, esbanjar saúde, fôlego e sedux por aí. fora os gateenhos, né?!
aos 27, 10 anos depois, óbvio que a festa dos barbitúricos já não bombava tanto no meu corpo.
estabilizei meu peso em 60kg, já conseguia comer normalmente mas a irritação que essas bombas me causavam não parava.
então eu parei.
aí, em 1 ano, meus 60kg viraram 98kg. oi?!
somem à falta do remédio, a ansiedade, a safadeza de almoçar cebolitos e matar uma barrona de chocolate por dia.
sim, eu achava que eu poderia comer o que quisesse e que depois eu tomaria um remedinho e pluft! continuaria magra.
não notei quando comecei a engordar, mas tinha o pensamento imbecil de pedir pra minha mãe comprar calça jeans e cortar a etiqueta, pq eu não queria saber qual o meu manequim.
parte daí a auto-sabotagem
depois de começar a me fechar em casa, esbravejar a minha ira na internet, (pq é fácil se sentir forte com palavras qdo na verdade o sofrimento da vida offline é imenso), ser agressiva com todo mundo, ser dispensada por peguetes, ser alertada de como o meu corpo estava mudando e perdendo a forma, resolvi fazer regime.
sim, eu comia saladas e proteínas, arroz integral, pão 24725 grãos
adiantou?! nadica.
procurei um endócrino, que me passou um medicamento mais fraco que a minha anfepramona, a tal sibutramina.
efeito? nulo. tá escrito lá na minha ficha médica, podem acreditar.
o que eu fiz com o meu corpo? mascarei a minha doença com remédios que me deixavam alucinada
ah sim! eu estava “saudável”, sem diabetes, colesterol ou essas coisas, mas tinha a tal obesidade ferrando com a minha vida.
eu falei doença? sim, doença! obesidade é doença, lembram? e deve ser tratada, e não aplaudida. enfim…
fiz diversos exames para identificar o foco da obesidade, qual o melhor tratamento e, beirando os 30 anos, decidi, junto com os meus médicos, que a cirurgia bariátrica era o melhor caminho.
acho importantíssimo dizer que a cirurgia não é um atalho, muito menos coisa de gente preguiçosa, ninguém chega num médico e diz “ei, doutor, quero emagrecer! corte o meu estômago, por favor pq não tô afim de regime mto menos de malhar!”
é um processo longo, sério, doloroso, exige disciplina e cabeça no lugar. o endócrino, a nutri, a psicóloga e o cirurgião me acompanham desde dezembro do ano passado.
de dezembro a março fiz mais um monte de exames, regime, diário de bordo de como eu me sentia, como eu comia, pq eu comia… tudo isso pra entender qual a minha relação com a comida e como os meus sentimentos influenciavam na minha dieta regular.
minha família e meu namorado (que nessa época ainda nem era namorado) foram essenciais na minha preparação para a cirurgia e pela força que me movia.
um amigo meu, psiquiatra, viu que eu estava mais elétrica e ansiosa do que o usual e falou que ia me medicar pra eu me acalmar e pediu para acompanhar a minha cirurgia.
2 dias antes da minha cirurgia, ele faleceu num acidente de carro e fiquei tão tão triste… achei que fosse um sinal, pensei em desistir…
mas me mantive firme!
a cirurgia foi marcada pro dia 10 de março e, na semana que antecedeu, fiz uma “despedida” das comidas.
fui ao outback com a minha mãe, comi aquela cebola gigante, costela, chopp e tomei aquela sobremesa enorme chocolate thunder from down under. que gordice!
saí com o Du pra me despedir das batatas fritas, da cachaça, do chopp, da picanha, das frituras
pedi que a minha mãe fizesse brigadeiro com canela e banana para comer depois de um prato lindo de pirão de peixe.
já no bar com o Du, tomei cachaça, lula à dorè e entrei em jejum
rezei tanto antes de deitar!
aliás, quase não consegui dormir.
ouvi a minha mãe acordando cedo, ela conversando com o meu pai no corredor. a minha vontade era de abraçá-los o máximo que eu pudesse pq eu estava sim com medo de morrer ou ter um choque anafilático
pq eu nunca tinha operado nada na vida, nunca tinha tomado anestesia, estava meio apavorada, na verdade.
falei com o Du por dm e estava quase pronta
tirei a senha do meu iphone e escrevi um recado pra minha irmã, com todas as minhas senhas e tbm um recado pra cada pessoa que eu amo. olha que doida eu!
enfim, precisava fazer aquilo pra me sentir segura caso algo ruim acontecesse.
minha mãe tirou fotos logo que coloquei aquela camisola que fica com o bumbum de fora para guardar a minha última imagem antes da cirurgia
deitei na maca e me levaram pro centro cirúrgico.
que lugal frio, feio, todo de inox. fiquei tensa.
vi meu nome numa tela, me levaram até a tal sala de cirurgia
a sensação de ser levada deitada é tão impotente que só de pensar eu fico tonta
o anestesista conversava comigo, comentou da minhas tatuagens, o meu médico me falou oi e…
eu acordei chorando de agonia e de dor, chamando a minha mãe e falando que eu não queria mais operar e que era pra cancelar a cirurgia
lembro do meu médico dizendo que eu já estava operada
eu chorava, reclamava e dormia. eu não sabia aonde eu estava e lembro de tentar conversar com um moço bonitinho com barba por fazer que estava do meu lado
reza a lenda que eu cheguei a falar que ele era bonito. eu, a tarada da sala de recuperação.
tudo doía. o peitoral, ombros, o estômago… parecia que alguém estava estrangulando o meu estômago e que eu tinha o peso de um caminhão sobre o peito. não conseguia respirar. foi angustiante!
um enfermeiro mto legal parecido com o danny glover me levou para o meu quarto, chamei a minha mãe, que ficou do meu lado junto com a minha tia.
eu ouvia a música da novela araguaia “vaaaai amiiigo…” e dormia, ouvia a voz do carlos tramontina e dormia, ouvi a minha irmã e meu cunhado chegarem e dormia…
aí chegou uma enfermeira maluca pra me trocar. ela pediu que eu virasse de lado, apoiasse um braço na cama e me puxou. jesus! que dor foi aquela?!
aí eu dormi, dormi, dormi…
enquanto eu durmo, vou falar sobre a cirurgia.
a técnica que eu fiz foi a banda gástrica.
imaginem um aparelho de pressão. a parte que vai em volta do braço, vai em volta do estômago, na porção superior do meu estômago, que tem uns 20ml. o restante, que equivale a 1 litro, eu não preciso mais encher pra me sentir saciada.
existe uma manguerinha que tem um portal de titânio e silicone na ponta, que fica subcutâneo, abaixo das costelas do lado esquerdo. ele serve para ajustar a banda quando necessário. o médico usa uma agulha neste portal, com água destilada para inflar a banda e reduzir ainda mais a passagem de comida da porção superior do estômago para a inferior.
meu estômago parece uma ampulheta, sendo que a porção superior é bem pequena, como na foto. e a passagem de uma pra outra é bem estreita.
tenho 4 pequenas cicatrizes: uma do portal, 4 dedos abaixo do seio e com uns 3cm de comprimento e 3 cicatrizes acima do umbigo, uma para a câmera e duas para as pinças cirúrgicas essa têm 0,8cm cada.
acordei às 5h da manhã e dei longas 4 voltas no andar que eu estava no hospital, para ajudar a sair o gás carbônico que injetaram entre meus órgão internos e os músculos, para formarem uma “tenda”, que permitisse os médicos a me operar com mais mobilidade.
meio-dia eu eu já estava no carro do meu pai, voltando pra casa.
minha mãe comprou aquelas seringas de 20ml pra medir a minha “comida”. media 20ml de água, suco bem ralo e bem coado, água de coco ou água coada do cozimento de legumes e carne e tomava de 5 em 5 minutos
na segunda semana após a cirurgia eu fui ao meu restaurante favorito com os meus amigos e pedi água. achei que eu fosse morrer de vontade e ferrar com a noite de todos, mas foi super tranquilo. a única coisa que eu não consegui foi tossir, gargalhar ou espirrar. doía tudo. mas começar a socialização foi ótimo!
eu saía com o Du pros bares, pedia água e ficávamos horas conversando. não pedia suco no bar pq eles jamais coariam o suficiente e, neste ponto, qualquer fagulha sólida que caísse no meu estômago, seria um desastre para a cicatrização!
após 1 mês, meu primeiro copo de suco de laranja normal, sem ser coado, foi festejado no bar. e como não consegui tomar inteiro, os meninos completaram com vodka e mandaram ver!
voltei aos poucos a comer: dieta líquida, dieta líquida completa que permite iogurte, leite batido com frutas e gelatina e enfim a dieta sólida, que começou com 100 grandes gramas de legumes bem bem cozidos e aumentou para carnes, verduras e queijos. pode pão e carboidratos tbm. mas eu não gosto muito, então tirei do meu cardápio. mas confesso que eu não aguento mais ver gelatina e brócolis na minha frente!
nisso eu já tinha sido pedida em namoro e também pude voltar a fazer exercícios. rá!
uns 3 meses após a cirurgia, entalei pela primeira vez com a pelinha de uma tangerina.
preparem-se para cenas de terror: achei que eu fosse morrer de dor, sem ar. os olhos lacrimejam, o nariz começa a escorrera dor no estômago é terrível e parece refletir no coração, parece que tem alguém esmagando os dois órgãos com as mãos!
e não adianta tomar água, aliás, isso só piora!
talo, bagaço e semente são proibidos pra mim.
umas duas semanas depois, pedi uma chapa de filé num bar. não mastiguei direito e de novo entalei. carne é o pior, é o que mais entala e também o que eu mais preciso comer
todos os dias eu me concentro para comer e como bem pouquinho, cerca de 250g por dia.
tomo uma garrafinha de iogurte, uma fruta ou uma fatia de queijo branco de manhã (queijo branco é ruim de comer, pq é borrachudo e não desce redondo)
almoço salada temperada com um pouquinho de sal e um grelhado de umas 50g (tem dias que consigo 100g, principalmente com peixe ou carne moída) e a noite repito o mesmo esquema do almoço. nos intervalos como uma fruta e tomo mta água e continuo com os meus sucos ralos. o legal dos sucos ralos é o rendimento e menos calorias por porção.
já comi chocolate (pouco, lógico) e em uma festa de criança, peguei um olho de sogra e um brigadeiro. demorei uma meia hora pra comer os dois. é mto pesado. dói demais.
mas tenho plena consciência da complexidade da cirurgia que fiz, do quanto sofri enquanto estava obesa, do quanto eu sofro cada vez que eu não mastigo direito e entalo, do quanto a minha família, meus amigos e meu namorado me dão força e do quanto de grana eu estou gastando com isso. até meu namorado emagreceu! logo, não vou estragar todo o meu progresso pelo prazer instantâneo de uma barra de chocolate.
a paz que eu encontrei, a felicidade que eu sinto e a mulher que eu olho e admiro (não só por fora) são mto maiores do que qualquer deslize.
já são -22kg, -16% de gordura corporal, -18cm de cintura e -10 números de calça jeans!
alguns moços já voltaram a mexer comigo na rua. e dessa vez não é pra me chamar de gorda…
troco fácil a gostosura de um chocolate (meu maior vício) pela gostosura de ouvir das pessoas “nossa! como vc emagreceu!”
Publicado em atoron
Tags banda gástrica, cirurgia bariátrica, emagrecimento, gorda, magra, obesidade, redução de estômago
leftfover
eu não acreditava no que me falavam
mas o amor é sim leve, gostoso
não tem grandes dúvidas e inseguranças
o amor é e está ali pq é bom para os dois
contrariando cazuza, raspas e restos não me interessam
e não deveriam interessar à ninguém
acho que já falei isso algumas vezes na vida
mas tive que falar hoje de novo
pq, muitas mulheres, assim como eu já fiz
estão se permitindo
viver uma vida de mentira
ou se contentar com migalhas de sexo ou sentimento
e não, não adianta falar
muitas de nós temos que ir até o chão
(não dançando funk, e sim, no fundo do poço)
pra entender o quanto de tempo, dinheiro e hidratante
a gente gastou/gasta com esses idiotas
olhe bem para ele…
ele é realmente tão bom assim?
ele é o cara mais legal e admirável do (seu) mundo?
ele é muito muito muito bom de cama?
vc acredita nele?
tenho certeza que vc ficou em dúvida ou disse não
sofrer por um imbecil
que não te respeita pra quê?
aposto se alguma amiga, pai, mãe ou irmão
falassem ou fizessem
metade dos absurdos que esse boçal fez com vc
vc teria surtado!
mas não, como é o fofinho pseudo don juan
que vc “acha” que ama,
vc aguenta firme
e finge acreditar que é só uma fase
esse ciclo recursivo de
sofrimento > reencontro > felicidade fugaz
esperança > abandono > ódio > sofrimento
não vai acabar nunca se vc, gata não tomar as porras das rédeas da sua vida!
não espere mudanças dele
mude vc
a vida é muito mais do que uma trepada de consolação
ah, já disse que isso não é amor, né?





